quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

FACEBOOK E O RESTO!


Há alguns dias eu venho pensando o quanto as coisas mudam com o passar dos anos. Há alguns anos atrás as pessoas passavam horas no telefone até aparecer o celular. Quando chegou o celular era um orgulho você ter um número, já que liberavam poucos acessos. Logo a internet chegou com tudo, alguns hoje em dia não tem nem noção do que é uma BBS com acesso discado no seu US ROBOTIC de 14.400 de ultima geração. E a coisa vai ramificando, indo para diversas direções e, como tudo na vida tem uma vida útil, não seria diferente com a teconologia.

Conversando com um querido amigo, chegamos a conclusão que o Facebook é o do momento. Antes as pessoas conheciam as outras e perguntavam: Voce tem MSN? Logo depois você perdia identidade sem um fotolog ou orkut. E assim como todos os outros eu acredito que logo logo o facebook vai pegar uma gripe e algo novo vai surpreender o mundo.

Alex, o que tem a ver o que tu tá escrevendo? Simples, meus caros! Apenas dois desses meios me fizeram gostar de verdade de usar. O fotolog e o BLOG que cá escrevo. Pra mim o blog sempre seguiu sua linha, uma linha paralela obscura. Paralela porque ele sobrevive bem e continua ainda proporcionando coisas mais interessantes que coisas tolas e Obscura porque em exceto em alguns casos eu acho que ele nunca foi uma coisa que "se você não tiver um blog você não é nada".

A verdade é que eu adoro o blog. Porque meu sentimento aqui é de como eu tivesse escrevendo pra mim mesmo e sem se preocupar o que as pessoas vão pensar. Apesar de ser público eu acho que é bem mais íntimo. Eu me sinto mais íntimo, chego e escrevo, não leio e posto. Não fico pensando se vai ofender alguém ou se vai gerar polêmica porque é MEU. As pessoas que aqui olham e entram são pessoas que querem ver e não porque apareceu no mural.

Então fica meu desabafo, vou postar isso aqui e ainda vou colocar no mural do facebook porque eu quero deixar claro que EU GOSTO MAIS DO BLOG QUE DO FACEBOOK.... E vou voltar a ser frequente aqui, estava com saudade.

Beijos.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

São Luís - Ilhas dos Amores


Nosso estado é conhecido no mundo todo por diversos fatores como Lençois Maranhenses, Reggae, São João, Patrimônio Histórico da Humanidade. Por esse motivo nossa capital ganhou alguns apelidos carinhosos como: Ilha dos Amores, Capital do Reggae, Jamaica Brasileira.

Infelizmente nenhum desses apelidos é mais evidente que SÃO LUÍS - ILHA DOS ASSALTOS. Nessa época de política que a gente vê o tanto que as pessoas dizem que fizeram e fazem por nós, não aparece ninguém falando que melhorou a segurança. Por que? Será que é pouco a gente trabalhar 40 horas semanais (ou mais), pagar os impostos todos certinho e ainda ter que gastar boa parte do seu dinheiro em segurança ou em diversões dentro de casa ainda arriscado de entrarem lá e levarem.

Após ser vitima de assalto na porta de casa, na lanchonete e até dentro do escritório de trabalho (TODOS COM ARMA DE FOGO). Dou a dica de não vir pra cá. O Estado não merece seu dinheiro, os políticos não fazem nada pra melhorar isso e quem governa aqui são siglas como .38, 380, .22, glock etc.

Esse é o exemplo da minha vida:

1 - Moro do lado de conveniencias, farmácias e supermercados, lugares que iria a pé e com prazer de fazer uma caminhada mas não saio de casa sem o carro;
2 - Esse tal do carro eu pago aluguel de garagem no escritório, no prédio onde moro e em todos os lugares que saio pago estacionamento porque se deixar na rua a qualquer momento ele é arrombado pra tirar o som (não tao nem ai se tem a frentezinha ou não);
3 - Integralmente, to dentro do carro é com portas trancadas e arcondicionado ligado pois num sémaforo qualquer, bastam 3 dedos de vidro aberto pra se puxar uma bolsa, cordão ou até aproveitar pra destravar o carro pra entrar e usá-lo pra fazer assaltos com você dentro da mala;
4 - Tenho máquina fotográfica e moro numa ilha mas não tiro uma foto de paisagem porque se eu sair com ela eu volto sem ela;
5 - Se eu andar de bicicleta e conversar ao mesmo tempo com meu colega do lado, ficamos os dois conversando mas sem a bicicleta porque já foi levada, entao temos que andar rapido e depois conversar,
6 - Portaria de prédios, hotéis, cameras de segurança, guardas armados não servem de nada porque só param as pessoas má vestidas e os assaltantes sempre vem bem vestidos, entao entram, roubam, saem e nada acontece;
7 - A polícia, ah a polícia, que bela, pode ver, tem uma viatura na frente do flerte (lanchando), outra na frente do bob's (lanchando), uma na frente do subway (lanchando), uma dentro do planta tower (dormindo), 4 no forgão do sao francisco (lanchando tambem, as vezes namorando)... são figurantes;
8 - Ainda de carro, de repente o vidro da frente estoura, sozinho, doido, você para pra ver já que é meio-dia, e é abordado pra levarem seu carro;
9 - Não aguento mais a conta de luz por causa de cerca elétrica, sensor de movimento, cameras de segurança e aparelhos que façam minha prisao domicilias mais atrativa.

Esse é o lugar que você quer conhece? Boa sorte!!!!!!!!

Não acreditem muito nos sites, eu posso garantir que ver uma arma encarando você de frente não é uma sensação muito boa!!!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A Fábula da Convivência

Há milhões de anos, durante uma era glacial, quando parte de nosso planeta esteve coberto por grandes camadas de gelo, muitos animais, não resistiram ao frio intenso e morreram, indefesos, por não se adaptarem às condições.

Foi, então, que uma grande quantidade de porcos-espinho, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começaram a se unir, juntar-se mais e mais.

Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro. E todos juntos, bem unidos, agasalhavam uns aos outros, aqueciam-se mutuamente, enfrentando por mais tempo aquele frio rigoroso.

Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte. E afastaram-se, feridos, magoados, sofridos. Dispersaram-se, por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus semelhantes. Doíam muito...

Mas essa não foi a melhor solução! Afastados, separados, logo começaram a morrer de frio, congelados. Os que não morreram voltaram a se aproximar pouco a pouco, com jeito, com cuidado, de tal forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver sem magoar, sem causar danos e dores uns nos outros.

Assim, suportaram-se, resistindo à longa era glacial. Sobreviveram.

É fácil trocar palavras, difícil é interpretar o silêncio!
É fácil caminhar lado a lado, difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto, difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos, difícil é reter o calor!
É fácil conviver com pessoas, difícil é formar uma equipe!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Política pra quem gosta/precisa

Mal começou a falar sobre eleições e eu já não aguento mais. As pessoas só falam disso, e com posição firme de quem é expert no assunto.

Eu não sou! Mas consigo perceber uma coisa interessante com a chamada esperança do povo brasileiro (que eu já não tenho), pode ser dividida por classes:

1- A CLASSE MAIS NECESSITADA: A esperança é, ao pé da letra, expectativa de um BEM que se deseja, uma espécie de consolo, uma espera eterna. Enfim, é aquele negócio que um dia vai mudar, e que tudo vai melhorar, o sonho da casa própria, do passe livre, da moto, da bicicleta, do crédito nas lojas entre outras coisas que, de fato, tem melhorado porém, ao mesmo tempo, estão sendo roubados de forma oculta sem nem saber.

2- A CLASSE INSTRUÍDA ou MAIS ATIVA SOCIALMENTE: Ah a esperança nesse caso muda de figura, deixa de ser uma expectativa do BEM, e passa ser expectativa do CONHECIDO, a esperança nesse caso, já não se importando com o BEM, é fazer parte da mamata, é ter uma chance maior de ganhar mais por menos trabalho, de forma vergonhosa, por meio de indicação, amizade, família, aparentado, interessado. Tudo passa a ser expectativa de participar do meio, e não de mudá-lo. Se toma uma posição, esquerda, direita, centro, mas não pra mudar nosso estado, ou país, é pra participar, ter a chance de pegar um pouco pra si. O pior disso tudo é que caso ganhe, a consciência é a mais tranquila, porque se fosse o adversário, "faria a mesma coisa"!

De que lado eu estou? Do oposto a política, sou a vítima. Não torço pra esquerda, nem pra direita. Porque não acredito em mudanças. Mas não acredito em mudanças e apesar de ter apenas 30 anos posso voltar no tempo e lembrar de algumas coisas:

Há 20 anos atrás a minha casa não tinha grade, minha casa não tinha muro alto, não tinha cerca elétrica. As pessoas botavam as cadeiras nas calçadas e jogavam dominó. A gente podia andar de bicicleta, skate com a calma do bairro. Violência e arma era visto apenas nos filmes do Rambo, Bruce Lee ou Chuck Norris. Com os centavos do lanche no colégio, eu comprava um litro de gasolina pra limpar os rolamentos do patins.

Há 10 anos atrás minha casa tinha grade, não tinha muro alto, não tinha cerca elétrica. As pessoas usavam o computador ou campinhos de futebol pra se divertir, porque o transito já andava aumentando e era perigoso brincar na rua. As pessoas não jogavam mais dominó na rua, e se encontravam nos aniversários. As pessoas já falavam em ser roubadas por faca e a violência começou a aparecer nas ruas quando se vacilava.

Hoje, minha casa tem grade, muro alto, cerca-elétrica e polícia do bairro. O escritório tem porteiro, camera, portao e nem isso foi suficiente pra pessoa chegar aqui com arma, render todo mundo e trancar 7 pessoas num banheiro de 1,2 m², fora ser roubado por assaltante, tenho outros tipos de assalto todo mês tais como INSS, JUROS, TAXAS etc. Hoje com 100 reais você mal compra gasolina pra uma semana. Filme de Rambo, Van dame, é sessão da tarde porque o que a gente olha nos noticiários reais amedronta muito mais que qualquer filme. O computador não tem segurança, a todo momento você recebe golpe por e-mail, quando não se implanta algum tipo de vírus pra roubar sua senha do banco. Segurança não existe mais nem quando você anda com guarda-costas e nossa polícia serve pra passear nos carros bonitos que o governo consegue.

Não gosto de política, não gosto de político e tenho nojo de muita gente que fala sobre isso. Eu tinha muita vontade de trabalhar em paz, empregar gente (que é o que eu faço), e ajudar. Mas nunca sou ajudado, sofro cada governo que entra com fiscalizações de gente que quer receber propina ao invés de trabalhar direito como uma parcela pequena como eu, sofro com encargos, com imposto e por muitas vezes penso em desistir, mas enquanto eu tiver fôlego eu continuo e com muito orgulho de só precisar de MIM.

É isso que eu penso, mais um desabafo, ou você acreditam que alguém entra na política pra mudar alguma coisa?

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Meu Super-Herói

Como toda criança eu adorava os desenhos de super-heróis e seus poderes fantásticos. Quem nunca amarrou um pano no pescoço e saiu dizendo que era o Superman? Conforme fui crescendo e ficando chato e exigente esses começaram a entrar em decadência e comecei a ver que esse negócio de super poderes não existe. Minha preferência passou então a ser os heróis "normais" e até hoje o que mais me agrada é o Batman apesar de ser muito mentiroso e exagerado.

Fiquei adulto e mais chato e exigente e apesar de ainda gostar do Batman, resolvi imaginar meu Super-Herói ideal e cheguei a essa conclusão:

Meu Super-Herói não é de ferro, é de carne e osso.
Ele não é invencível e, mesmo pensando que é, se cansa, envelhece, chora, dorme, come, descome, tem dor de barriga, tem gripe, tem tosse, sorri, ama.
Ele não destrói seus inimigos porque seus inimigos não são pessoas de carne e osso como ele e são totalmente indestrutíveis (esses sim). Esses inimigos vem em forma de siglas do MAL como: IPVA, IPTU, ICMS, IRPF entre outros que, além de serem indestrutíveis, não podem ser ignorados pois podem levar ele a prisão (meu Super-Herói pode, sim, ser preso).
Mesmo com tantas tentativas de o anularem (outras siglas do mal que é melhor não citar) ele apenas tenta reconstruir ao invés de se vingar ou tentar aniquilar o mal.
Meu Super-Herói não trabalha sozinho e não tem fiel escudeiro, ele EMPREGA mais de 60 pessoas e paga seus salários em dia mesmo que a situação não seja tão favorável a isso.
Meu Super-Herói não é bom de artes marciais, ele não sai no braço, ele não quebra, ele não xinga, ele constrói, ele é único na sua obra, ele é bom com números e com palavras. Não cria problemas, ele SOLUCIONA problemas.
Meu Super-Herói tem família, mãe, mulher, filhos e netos. Sobrinhos, irmãos, cunhados. É a parte mais parecida com um Super-Herói, porque essas pessoas acham que ele tem obrigação carnal de estar disponível 24/7 e, não é que ele está? As pessoas esquecem as vezes que meu Super-Herói é humano e que precisa descansar e se divertir. Não é só trabalho, ele também assiste jogo de futebol, também toma seu chopp e come churrasco mas, parece que nessas horas o poder de solucionar não é muito requisitado.
Meu Super-Herói faz tudo pra sua família (MULHER, FILHOS E NETOS), as vezes faz tanto que termina mimando-os além da conta. Mas sabe botar limite, as vezes desiste com um ou outro, mas geralmente tem todos nas suas mãos. De fato, seus filhos, netos e esposa (não necessariamente nessa ordem) são as coisas mais importantes da sua vida, mais que a humanidade ou a salvação do planeta. Graças a Deus (meu Super-Herói tem fé também) meu Super-Herói é a coisa mais importante na vida dessas pessoas (Filhos, esposa e netos) e isso é o que acalma um pouco esse poder de solucionador de problemas que os outros insaciavelmente usam sem controle .
Meu Super-Herói fez de tudo pra educar seus filhos da melhor forma, matriculando-os em bons colégios e Faculdades, porque a prioridade na vida dele era a boa educação dos filhos. Ele sempre deu carinho e até estragou um pouco com arregalias, nunca foi a favor da violência e sempre achou que quando precisava tomar uma atitude mais forte ele punia de outra forma que não fosse com socos e pontapés. Talvez por isso esses filhos sejam todos formados e pensem em continuar seu legado.
Meu Super-Herói acorda cedo, sai pra trabalhar e não é voando, é de carro. Coisa que ele só troca quando sobra alguns centavos pra se satisfazer, ele adora carro! Porém, com esse carro ele vai ao supermercado (meu Super-Herói compra mantimentos) que odeia mas que faz toda semana. Ele paga conta de agua, luz, telefone... não tem tantos presentes.
Ele não é famoso, mas também não é invisível. Muitos sabem o que ele faz, como ele faz, mas poucos sabem quem ele é.

Pera aí... se isso é meu Super-Herói então ele existe! E se existe e é real, todo ano ele faz aniversário. Se todo ano ele faz aniversário então ele tem uma data. Se ele tem uma data, essa data é 26/05.

Fica aqui declarado que 26/05 é dia dele, MEU PAI!

Meu Super-Herói, único!!!!!

Parabéns pra ele e que essa data seja comemorada por mais e mais décadas!

PS: Não empresto, não publico, não vendo, não alugo, não troco. Meu pai é meu!