domingo, 7 de dezembro de 2008

VASCO DA GAMA

A gente não sabe bem como que nasce o primeiro amor por um clube. As vezes por tradição de família, outras vezes por influência do pai, de um parente próximo. Mas quase sempre por uma simpatia natural que brota espontânea, sincera, como um amor a primeira vista. Aquele gol que explodiu nas redes, aquela virada que transformou um jogo perdido numa vitória sensacional. Às vezes um lance, uma conquista, um detalhe, sempre há um começo que segue por toda vida, tornando-se adolescente, depois maduro, e finalmente, ETERNO. O amor por um clube é assim como um convívio permanente de fidelidade. Entre pessoas pode haver divergências, mas entre o clube e um torcedor, há um pacto sentimental que supera a embates momentâneos, depressões, crises, toda uma tormenta que põe a prova aquele amor fundo e profundo, aquele amor que mistura a alma, coração e sangue, correndo na vertente de uma paixão que só o esporte pode alimentar.

                Os sociólogos interpretam o fenômeno esportivo como uma das válvulas de escape para as tensões humanas. O futebol é bem um exemplo disso. Nas tardes de bandeiras agitadas o olhar se estende sobre o verde do gramado como, se num horizonte imenso, se abrisse ao torcedor para soltar todos os complexos e frustrações recolhidas no dia-a-dia suado e duro que todos nos enfrentamos. O acesso da disputa na bola que rola e que quica, que sobe e que desce, em mil evoluções, em mil emoções. O lance que inflama, a flama que move os craques no campo, tudo isso traduz a força lúdica dos espetáculos de futebol. Essa energia latente, transbordante, é que inunda a alma do torcedor no momento do sofrimento ou da glória, na decepção ou na alegria, com aquelas alternativas próprias da vida.

                O clube é um pedaço da gente. Clube tem contornos bem definidos dentro de um esquema de preferência muito íntimo, muito pessoal. Há clubes predestinados à grandezas que não conhecem limites. É o caso do Vasco da Gama, do nosso Vasco. Suas raízes são fundas nas massas, até mesmo pelas raízes edípicas não fosse o Vasco da Gama um legado generoso da Mãe-Pátria. Um velho amor que se liga no mais recôndito da tradição que a história escreveu através dos tempos. Hoje, independente de suas respeitáveis origens, o Vasco é uma expressão legítima de uma tropicalíssima paixão brasileira. Aquela camisa preta com a diagonal branca ou a branca com a diagonal preta, não importa o figurino, já se incorporou a uma preferência popular de largas proporções. Não é nenhum exagero dizer que as pesquisas apontam o Vasco como um dos clubes que mais cresceram em termos de torcida, a ponto de ocupar um lugar de destaque entre os mais queridos fazendo bairro, ali, firme, com o flamengo no ibope esportivo.

                A velha figura do almirante, a caravela que se desenha no escuro, as conquistas de outrora através de mares nunca antes navegados, tudo isso que a história conta ficou na legenda de velhas tradições. Hoje, o amor pelo Vasco se forma no terreno firme de suas glórias contemporâneas. O Vasco está em perfeita sintonia com o renovar das gerações. Sua torcida cresce com a mesma força de seu poderio em todas as frentes do esporte, porque os clubes, ao contrário das limitações biológicas dos homens, quanto mais velhos mais se revigoram. E o Vasco da Gama, amigos, nasceu com a predestinação de se tornar ETERNO.


ORGULHO MEU.

PS: Conselho do dia: "se não tiver nada pra somar, não subtraia!" Já joguei fora amizade por muito menos que um passe de ônibus... 

4 comentários:

Giovana disse...

Renato Gaúcho e Edmundo "Animal" (quando se trata desse ser, não se sabe muito bem qual o significado dessa palavra): duas coisas pro Vasco jogar no lixo.

Bjos e bjos.

acho que sim, penso que não disse...

Não dá pra compartilhar da emoção: eu não tenho um time! :(

...estranho.

Ah, sim, eu torço pelo time que Kaká joga - sempre!

errei na mosca disse...

Ano que vem SPFC na Champions League, muleeeeeeeke!

Faltou Papel disse...

Vai dar tudo certo
Já que ele volta